Tenho poucas recordações da aprendizagem da leitura e da escrita na escola do 1º Ciclo. Lembro-me apenas de escrever histórias livres cheias de erros ortográficos, num caderno que ainda hoje guardo porque me davam imenso prazer em fazer e são essas que ainda recordo.
À medida que a escrita se tornou mais exigente nos tempos do 2º e 3º Ciclos e Secundário lembro-me que enquanto aluna tive de escrever de forma esquemática e organizada para poder passar nos exigentes testes. Para praticar a escrita, repetia a escrita de frases para estruturar o meu pensamento. Assim, quando chegava aos testes podia ter sucesso na escrita de conteúdos, ou seja, tinha de decorar os conteúdos da melhor forma e escrevê-los como estavam nos livros. Para tal, aprendi a arranjar estratégias de escrita que me ajudavam a decorar e a organizar o meu pensamento para escrever rápido e de forma perceptível para o professor.
Hoje considero que sem a escola não teria tido a oportunidade de em certas alturas ser motivada para criações de escrita, quer seja através da professora que valorizava a escrita livre de poemas, quer através dos testes em que escrevíamos para sermos avaliados.
Em suma, apenas sei que continuo a praticar a escrita, em momentos que individualmente me sinto inspirada ou mesmo apenas por contextos profissionais.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Vygotsky e o papel do professor
Luria, Leontiev, Vyogtsky (1991), referem que enquanto para Piaget a aprendizagem depende do estágio de desenvolvimento atingido pelo sujeito, para Vigotsky, a aprendizagem favorece o desenvolvimento. Ou seja, a aprendizagem só funciona quando faz desenvolver o potencial da criança, sendo por esta razão que a aprendizagem tem um papel fundamental no seu desenvolvimento.
Portanto, na perspectiva de Vygotsky, e considerando a zona de desenvolvimento potencial, o professor tem de organizar os conteúdos e conceitos de modo a que a criança possa atingir um patamar mais elevado. Deste modo, o professor deve monitorizar e orientar o aluno em direcção à resolução de problemas e trabalhar como regulador do seu processo de conhecimento. O papel dos colegas também é relevante, dado que as interacções que estabelecem no seu grupo de trabalho levam a processos de imitação importantes no seu desenvolvimento e aprendizagem.
Por exemplo, o professor coloca um problema de Matemática. Se o professor utilizar o quadro para explicar o raciocínio da solução, da próxima vez os alunos já saberão fazê-lo. No entanto, se simplesmente lhes der o resultado, os alunos não vão conhecer o processo de realização do problema e na próxima vez vão continuar com dúvidas para o resolver.
Bibliografia:
Luria, Leontiev, Vyogtsky & outros (1991). "Psicologia e Pedagogia 1. Bases Lóias da Aprendizagem e do Desenvolvimento". Lisboa: Editorial Estampa. p:31-
Portanto, na perspectiva de Vygotsky, e considerando a zona de desenvolvimento potencial, o professor tem de organizar os conteúdos e conceitos de modo a que a criança possa atingir um patamar mais elevado. Deste modo, o professor deve monitorizar e orientar o aluno em direcção à resolução de problemas e trabalhar como regulador do seu processo de conhecimento. O papel dos colegas também é relevante, dado que as interacções que estabelecem no seu grupo de trabalho levam a processos de imitação importantes no seu desenvolvimento e aprendizagem.
Por exemplo, o professor coloca um problema de Matemática. Se o professor utilizar o quadro para explicar o raciocínio da solução, da próxima vez os alunos já saberão fazê-lo. No entanto, se simplesmente lhes der o resultado, os alunos não vão conhecer o processo de realização do problema e na próxima vez vão continuar com dúvidas para o resolver.
Bibliografia:
Luria, Leontiev, Vyogtsky & outros (1991). "Psicologia e Pedagogia 1. Bases Lóias da Aprendizagem e do Desenvolvimento". Lisboa: Editorial Estampa. p:31-
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Educação e Humanidade
Um vídeo sobre uma visão da educação e da humanidade...
Para dias nostálgicos...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ser professora - Os primeiros dias de aulas
Foi necessária muita organização nos primeiros dias para preparar a reunião de pais, organizar o Projecto Curricular de Turma (PCT), preparar o Dossier de Turma, o livro de frequência, começar a redigir actas, conhecer e estabelecer os primeiros contactos com os alunos. Lembro-me que a directora me disse que depois destes primeiros dias tudo iria passar a velocidade de cruzeiro e ai já seria mais fácil. De facto, adorei a sensação de começar a dar aulas, conhecer cada aluno individualmente, estabelecer as regras e dar-lhes a conhecer a sala de aula, o colégio, distribuir tarefas, etc.
Ser professora implica reflectir diariamente sobre o trabalho desenvolvido, uma dedicação contínua e uma pré-disposição para perceber e encaminhar os alunos da melhor forma.
Valorizo muito a relação que estabeleço com os alunos e a empatia que se cria entre aluno – professor. A cumplicidade que tenho com esta turma foi crescendo com o passar do tempo e considero que é uma das razões mais importantes para me dar força para investir e arranjar tempo para realizar o meu trabalho da melhor forma.
Ser professora implica reflectir diariamente sobre o trabalho desenvolvido, uma dedicação contínua e uma pré-disposição para perceber e encaminhar os alunos da melhor forma.
Valorizo muito a relação que estabeleço com os alunos e a empatia que se cria entre aluno – professor. A cumplicidade que tenho com esta turma foi crescendo com o passar do tempo e considero que é uma das razões mais importantes para me dar força para investir e arranjar tempo para realizar o meu trabalho da melhor forma.
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